Edmilson Júnior, 24 anos. Desisti da faculdade alguns anos atrás, arrumei um subemprego e venho levando uma vida de fracassado desde então. Pagar a conta da operadora de Internet e sustentar meus poucos hobbies são os únicos motivos pelos quais eu saio de casa.
Sou uma das pessoas mais sociáveis que você vai conhecer. Em alguns casos (são poucos) eu realmente me importo com a nossa amizade. Nos outros casos eu prefiro ser gentil e compreensivo porque é o meio mais prático de conseguir que você faça o que eu quero ou que não me torre ainda mais a paciência. Geralmente chamam de “falsas” pessoas assim. É meio imbecil, pois é muito fácil perceber quando alguém se comporta dessa forma. Basta lembrar do ditado popular:
“Quando a esmola é demais o santo desconfia”
Você se pegou perguntando de qual modo eu te trato após ler o parágrafo acima? Desculpe, foi o único jeito que achei de ter paz na minha vida. E sim, provavelmente eu sou “falso” com você se a dúvida tiver surgido.
Eu sempre trabalhei na área de Tecnologia da Informação. Mas num momento percebi que esse mercado não é feito para entusiastas de tecnologia. Seguindo na carreira acadêmica eu perderia a oportunidade de lidar com casos reais; seguindo para o segmento corporativo eu iria ter problemas reais para resolver mas também teria que conviver com a burocracia do meio. Pulei fora.
Trabalho atualmente como atendente no call center de uma das maiores operadoras telefônicas do Brasil. É uma merda de emprego com uma merda de salário, rola um puxa-saquismo do caralho e os coworkers não são dos mais inteligentes. Não gosto do lugar e do serviço mas paga razoavelmente bem pra um trabalho de meio periodo no qual eu passo tempo todo sentado na frente do computador. O lado bom de trabalhar nesse ramo é entrar para trabalhar e desligar o cérebro. Cliente liga e te xinga por 5 minutos e a única reação que ele irá conseguir é um “senhor, em que posso te ajudar?”.
Sou muito estressado e sei disso. Ficou pior depois que comecei a trabalhar a noite e parei de frequentar a academia. Também não ajuda muito eu ter que lidar com pessoas incrivelmente estúpidas (sejam colegas de trabalho ou clientes) todos os dias. Estou tentando melhorar, hobbies são ótimos para isso.
Meus maiores passatempos são a internet, consumir mídia (jogos, filmes, música, animação, etc). Como hobbies coleciono figures e faço de conta que sou fotógrafo. Pensei nisso como uma profissão para o futuro, mas parece improvável agora. Quero procurar alguma outra coisa mais barata e prática de manter, importar figures é muito caro e o preço de equipamento fotográfico aqui chega a ser piada.
Meu pai e minha mãe acham que está na hora de eu arrumar uma namorada, sair de casa e começar a pensar em ter filhos. Eu acho que eles estão loucos. Primeiro porque eu não acredito que alguma mulher se interessaria afetivamente por mim. Sair de casa eu tenho vontade, porém não irei fazer isso trabalhando num call center. Ter filhos? Ah vá.
Acho que é isso, não gosto de falar muito sobre mim. Gostaria que um dia essa página tivesse relatos de pessoas que me conhecem; isso geralmente acaba em algo tipo depoimento de orkut ou piadinha sem graça que alguém conta no bar, então achei melhor não. Auto-descrição não faz o meu tipo, é melhor você tentar me conhecer.