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	<title>½ dose de soulstaker &#187; Profissional</title>
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		<title>Sobre minhas opiniões profissionais novamente</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Apr 2010 18:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soulstaker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Profissional]]></category>

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		<description><![CDATA[Esses dias eu cheguei em casa tive o desprazer de encontrar minha mãe na frente do computador. Apesar de eu achar legal ela ter voltado de viagem, não esperava encontrar ela logo no computador. Enfim, ela estava procurando algum concurso interessante para fazer. Depois de terminar a faculdade, o que ela mais quer é arranjar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Esses dias eu cheguei em casa tive o desprazer de encontrar minha mãe na frente do computador. Apesar de eu achar legal ela ter voltado de viagem, não esperava encontrar ela logo no computador.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, ela estava procurando algum concurso interessante para fazer. Depois de terminar a faculdade, o que ela mais quer é arranjar um emprego público para ganhar mais do que ela ganha atualmente e poder se aposentar com aquele salário. Justifica-se.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema é que ela insiste em tentar me convencer que eu só vou conseguir dinheiro e ser alguém na vida se eu for um funcionário público também. Que funcionalismo público vai me dar uma estabilidade que não conseguirei em nenhum lugar no segmento privado. Que todo feriado o povo emenda. E os argumentos padrões de todo candidato à uma vaga no funcionalismo público.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao passo de que não discordo da minha mãe, desde o começo do ano passado (quando comecei a ir no psicólogo) eu NUNCA mais entrei em um site de concursos. Perdi o interesse totalmente, passando a dedicar todas as minhas forças para conseguir uma colocação melhor na área de TI de alguma empresa qualquer.</p>
<p style="text-align: justify;">Novamente, eu sei reconhecer que EXISTEM boas vantagens no funcionalismo público. E não são poucas:</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Três anos de período de experiência. Nesse tempo todo seu superior deve emitir relatórios mensais sobre sua performance no serviço. Se você fizer alguma merda nesse período, você provavelmente será exonerado sem mais conversa. Em empresa privada, esse tempo é de no MÁXIMO três MESES.</li>
<li style="text-align: justify;">Depois deste período de experiência, é virtualmente impossível você ser exonerado por alguma coisa. A não ser que você passe a usar MUITO DESCARADAMENTE o emprego para benefício próprio ou faça algo que considerem bastante imoral.</li>
<li style="text-align: justify;">Feriado na terça/quinta-feira? Vai emendar mesmo, sem chance.</li>
<li style="text-align: justify;">Salário é bom, considerando que você não seja o &#8220;mais baixo na escala do trabalho&#8221;. Falo coisas minimamente decentes, como Agente de Polícia e Perito Criminal (os concursos que minha mãe quer que eu faça).</li>
<li style="text-align: justify;">Depois de algum tempo e dependendo do seu cargo, você pode acabar usando um carro para trabalhar. Só que o que esse carro vai fazer depois das 18? Óbvio que é servir como SEU carro particular.</li>
<li style="text-align: justify;">Você vai se aposentar com o mesmo salário que ganhava enquanto trabalhava.</li>
<li style="text-align: justify;">O serviço vai ser bem menos puxado do que em qualquer empresa privada.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Veja, tudo isso faz brilhar os olhos de qualquer pessoa normal, mas não os meus. I mean, existem certas coisas a mais que eu procuro num serviço. Uma das coisas que mais me deixava puto quando eu estagiava na Polícia Civil é que não importa o quão bem eu fizesse meu serviço, eu não iria ser promovido ou elogiado. Nada.</p>
<p style="text-align: justify;">No funcionalismo público também acontecem coisas do tipo:</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><strong>A</strong> entrou no funcionalismo público ao mesmo tempo que <strong>B</strong>. Porém B, apesar de melhor colocado, não possuia compadres dentro do sistema. Por esse motivo foi lotado para trabalhar no interior, onde ele deveria assumir os gastos de deslocamento.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>A</strong> trabalha junto de <strong>B</strong> e apesar de <strong>A</strong> passar o dia inteiro sem fazer nada, ele ganha EXATAMENTE o mesmo que <strong>B</strong>, que rala feito peão de obra.</li>
<li style="text-align: justify;">Você possui 20 anos de funcionalismo público. Tirando os aumentos de inflação, exceto alguns raros casos, você ganha o mesmo que alguém que acabou de entrar no serviço. Não existe um reconhecimento pela sua experiência nem ao mesmo uma possiblidade de ascenção profissional (exceto nos cargos militares, que mesmo assim não é tão grande).</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Mas na verdade mesmo, o que me motiva mais a não fazer um concurso é o mercado de trabalho. Só ele, simplesmente. Suponha assim: eu e você leitor trabalhamos numa empresa qualquer. Ambos temos chances de ser promovido para um cargo melhor, com várias regalias e tal. Mesmo que você seja meu melhor amigo, eu vou querer tomar a promoção de você. Nessas horas, vale tudo, até jogo sujo.</p>
<p style="text-align: justify;">O funcionalismo público também meio que incentiva o relaxamento. Na minha área de atuação por exemplo, não basta você ser bom. Você tem que ser bom O TEMPO TODO. Se você domina uma tecnologia hoje, amanhã teremos o mercado saturado com pessoas que cobram a metade do seu preço fazendo o mesmo serviço. Isso obriga o cara a sempre tentar melhorar e adquirir novos conhecimentos. Essa questão de sempre estar sempre desafiando os próprios limites me interessa bastante.</p>
<p style="text-align: justify;">Podem falar o que quiser, mas eu <em><strong>adoro</strong></em> esse lado competitivo de trabalhar em empresa privada (dito isso, eu AINDA não enfrentei concorrência séria, então fica mais na ideologia mesmo). Vocês sabem que quando eu resolvo fazer algo, não é para fazer &#8220;mais ou menos&#8221;.  Ou eu vou tentar fazer o meu melhor ou nem vou fazer at all.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra coisa que não me satisfaz no serviço público é que eu não sei e não quero trabalhar fora da área de TI. E geralmente a área de TI de orgão público (GERALMENTE) é suporte nível 1, aquela coisa bem básica, só para ir ajudando os usuários mesmo. Quando aparece pepino DE GENTE GRANDE, contatam uma terceirizada ou coisa do tipo. E bem, eu odeio suporte nível 1.</p>
<p style="text-align: justify;">E cansei dessa shit, já tem 15 dias que isso tá de rascunho pra publicar e não sai. Vai assim mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Meio que já dizia isso há muito tempo</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 15:50:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soulstaker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Profissional]]></category>

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		<description><![CDATA[Além do banner, teve um comentário MUITO bom no blog que postaram isso: “Good, Fast, or Cheap. Pick any two” Verdades, verdades e mais verdades. Vi lá no Trabalho Sujo. Não entendeu PN? Aprenda com o mestre.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_646" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><img class="size-full wp-image-646" title="Como cobrar pelo seu serviço." src="http://warai-otoko.org/wp-content/uploads/2009/11/workforfree.jpg" alt="Como cobrar pelo seu serviço." width="600" height="266" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Como cobrar pelo seu serviço.</p></div>
<p>Além do banner, teve um comentário MUITO bom no <a href="http://greyscalegorilla.com/blog/2009/11/how-to-price-your-work/" target="_blank">blog que postaram isso</a>:</p>
<blockquote><p>“Good, Fast, or Cheap.  Pick any two”</p></blockquote>
<p>Verdades, verdades e mais verdades.</p>
<p>Vi lá no <a href="http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2009/11/18/como-cobrar-pelo-seu-trabalho.htm" target="_blank">Trabalho Sujo</a>.</p>
<p>Não entendeu PN? Aprenda com o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=eT1EkIgfjYc" target="_blank">mestre</a>.</p>
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		<title>Os entrevistadores de emprego querem nos aprovar e eu provo isso</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 00:24:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>soulstaker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[devaneios do autor]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista de Emprego]]></category>

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		<description><![CDATA[Bom, como já é de conhecimento dos leitores que frequentam o IRC, eu faço a primeira triagem das entrevistas de emprego na empresa onde trabalho. A motivação para fazer esse post surgiu do fato de eu achar a situação realmente interessante depois que parei para refletir nela. A empresa que trabalho é uma Indústria de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Bom, como já é de conhecimento dos leitores que frequentam o IRC, eu faço a primeira triagem das entrevistas de emprego na empresa onde trabalho. A motivação para fazer esse post surgiu do fato de eu achar a situação realmente interessante depois que parei para refletir nela.</p>
<p style="text-align: justify;">A empresa que trabalho é uma Indústria de médio porte e na maior parte tempo a rotatividade de funcionários é de vendedores e auxiliares de escritório. Normalmente eu me apresento, digo que sou responsável pela área de informática e que aplicarei um pequeno teste de conhecimentos de informática e prática de digitação. Se a pessoa passar no meu teste, eu  a levo para conversar com a chefe do RH ou o gerente de vendas; se não eu informo que o teste era só aquilo e que depois ligamos para ela (é falta de educação falar que a pessoa não passou no teste).</p>
<p style="text-align: justify;">Uma coisa impressionante é que TODOS os candidatos têm a chamada &#8220;Informática Básica&#8221; no currículo. Sim, hoje o básico é ter Ensino Médio e &#8220;Informática Básica&#8221;. O impressionante é que mesmo alegando saber lidar com computadores, eu reprovo quase todos os que vão lá fazer entrevista por não saber fazer o essencialmente básico do Word/Excel.</p>
<p style="text-align: justify;">O que é mais foda é que eu sei que eles vão chegar em casa e falar que EU reprovei eles (a não ser que o cara tenha realmente acreditado que nós iríamos ligar para ele). Digo isso por experiência própria. Nós temos o costume de ao encontrar uma vaga de emprego para a qual nos julgamos qualificados, acharmos que somos a melhor alternativa que a empresa pode ter. Daí quando não somos contratados, meio que por instinto tentamos jogar a culpa em algo, que várias das vezes acaba sendo o entrevistador que não foi com nossa cara.</p>
<p style="text-align: justify;">Fazendo essas seleções eu percebi que geralmente reprovo as pessoas por dois motivos, que também devem ser os motivos que entrevistadores profissionais utilizam:</p>
<ul>
<li>&#8220;Esse não serve.&#8221;</li>
<li>&#8220;Esse serve, mas o outro serve mais.&#8221;</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Os dois separam dois tipos de profissionais que são bem diferentes entre si. Tentarei aqui esboçar um comparativo entre esses dois tipos:</p>
<ol>
<li style="text-align: justify;">O primeiro, como o leitor deverá conseguir inferir por conta própria, é aquele que na realidade não está qualificado para o emprego para o qual está se candidatando (isso é mais natural do que se parece). Também pode ser aquele cara sem noção, que transmite uma péssima imagem de si para o entrevistador das várias formas possíveis (barba mal feita, cabelo despenteado, falando palavrões e por aí vai). Esses eu costumo chamar de candidato &#8220;auto-reprovável&#8221;.</li>
<li style="text-align: justify;">O segundo é aquele cara que sabe o que está fazendo e normalmente seria contratado pela empresa, PORÉM não é tão qualificado ou apto para o serviço quanto outro candidato. Pode ser também o caso de um outro profissional ter as mesmas qualificações mas possuir um diferencial interessante para a empresa, como um outro idioma por exemplo.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Um das diferenças entre eles é que no caso de um teste prático, assim como esse que eu faço, o candidato que se enquadra no primeiro perfil sempre tenta achar uma desculpa para a má performance (no meu caso, alguns alegam ter feito o curso há muito tempo). Também há vezes onde estes tentam contar com a benevolência do entrevistador, pedindo para ele dar o famoso &#8220;jeitinho&#8221; ou dizendo que precisa muito do emprego pois tem que ajudar a família. Aqueles que se enquadram no segundo quadro, sofrem com no máximo o problema do nervosismo, que é normal para e todo e qualquer ser humano.</p>
<p style="text-align: justify;">No primeiro caso, sei de entrevistadores que pedem aos candidatos para resolverem o problema que os impede de escolhê-los antes de ir tentar uma nova entrevista (já aconteceu comigo). No segundo caso não se pode fazer nada, a função do entrevistador é justamente a de selecionar o candidato que seja a melhor opção para a empresa. Em ambos os casos, a culpa pela reprovação não é do nosso amigo entrevistador e sim nossa, que por algum motivo estamos inaptos para o cargo.</p>
<p style="text-align: justify;">O legal dessa experiência é que percebi que eu tenho traços de ambos os perfis. Eu geralmente não me importo muito com meu visual e diversas vezes me candidatei para vagas que só percebi serem para níveis mais altos que o meu durante a entrevista. Acho que esta é uma boa hora para começar a botar em prática as idéias que me passaram pela cabeça durante o desenvolvimento desse texto. Abraços e obrigado por lerem.</p>
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