Então é meu aniversário né…

Ao contrário de praticamente todo mundo que conheço, eu não gosto tanto do dia do meu aniversário. Acho legal receber os presentes e as felicitações das pessoas em minha volta, mas nada mais do que isso.

Desde que completei 18 anos, mais ou menos nessa época do ano eu começo a refletir como anda minha vida. E 2010 conseguiu a proeza de me deixar mais down que os anos anteriores. A retrospectiva desse último ano faz parecer que nunca me senti tão bem. Não é verdade. Continuo errando nas mesmas coisas que eu errava a 2 anos atrás, fazendo as mesmas besteiras, gostando das mesmas coisas e engordando feito gado de abate. A única diferença é que agora eu tenho um emprego.

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Um WAMP decente.

Esses dias para trás comecei a querer dar uma fuçada nos temas dos meus blogs. Preferi montar um webserver na minha máquina ao invés de usar o próprio editor do WordPress, já que é totalmente impraticável usá-lo para coisas muito grandes.

De preguiça resolvi baixar o XamppLite por ser portátil e tudo mais. Poderia rodar no pendrive e usar quando estivesse no trampo. Só que meu blog de testes nele (rodando do HD) ficou 2x mais lento do que acessar o oficial pela internet… não era uma opção. Rodar pelo pendrive desse jeito poderia ser considerado uma forma de auto flagelação.

Daí resolvi montar um WAMP na mão, coisa que eu demoraria 10 minutos (9 baixando os pacotes) para fazer no Linux. Como não foi tão simples, resolvi fazer esse tutorial para ajudar os amigos noobs que insistem em codar sem saber ao menos configurar um Apache no Windows (sim, existem).

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Tatoo Rock Fest VI – Fotos

Tatoo Rock Fest

E então esse cidadão me chega domingo de tarde no msn me chamando para o Tatoo Rock Fest. Até tinha visto banners lá perto do trampo, mas nem tava pensando em ir até que ele chamou. Tocaram pelo menos umas 5 bandas no dia que eu fui, mas só parei pra ver mesmo o Mugo e o Raimundos.

Foi a primeira vez que tirei a câmera para fora de casa nesses 2 meses que  estou com ela, então resolvi aproveitar para fotografar tudo o que pudesse. Infelizmente fui pego de surpresa e tive que ir só com meia bateria, que não aguentou nem até as 22. Estraguei uma porrada de fotos, mas convido qualquer um dos fotografados para posar novamente num próximo evento qualquer (Bikers Tatoo, em Anápolis? Who knows). Perdi também a chance de fotografar a suspensão que no fim achei incrível.

Descobri também que para o próximo evento precisarei fazer uns cartõezinhos pra distribuir para a galera vir no blog depois checar as fotos. Foi legal também ver que as fotos que tirei no Manual acabaram saindo BEM melhores que as tirei no modo pré-programado da câmera. Parando com a enrolação, confiram abaixo:

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Não preciso dizer nada.

.:21:25:11:. <Oryon> “CDZ foi meu primeiro anime, por isso tem um valor sentimental muito grande.”, às vezes é ruim ter sentimentos.
.:21:26:16:. <&NeverSleep> eh a mesma coisa de dizer “minha primeira vez foi com uma velha de 55 anos, gorda, banguela, com pés-de-galinha e mais pneus que uma carreta de 30 metros, tem um valor sentimental muito grande”

‘Nuff Said.

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Eu não presto. E eu amo isso.

Então, quando eu era menor tinha uma família que se relacionava bastante com a minha (fomos os primeiros a se mudar para o setor e talz). Eles tinham um filho da minha idade, que não por acaso estudava na mesma escola que eu.

Acontece que ele sempre foi melhor que eu nos estudos. E como as famílias eram próximas, normalmente rolava a comparação. Até aí eu era uma criança normal e não me importava com isso. Até que no fim da primeira série (ou pré, sei lá), num evento da escola ele ganha uma medalha de honra por ser o melhor aluno da turma. Eu queria aquela medalha.

Não escondo de ninguém que sou uber invejoso. Não sei se comecei a ser assim nessa época, mas sei que acho uma das piores coisas do mundo ver alguém se dando melhor que eu ou tendo algo que eu não. Por um lado é bom: eu tenho certeza que ambos nós temos a mesma bosta de capacidade, então motivado pela inveja eu começo a correr atrás até conseguir alcançar o que quero.

Tive que estudar com essa pessoa até a 5ª série. Sempre tinha algo para me lembrar o caso da medalha, eu nunca consegui me sentir superior a ele em nenhum aspecto. A vida fez o favor de divorciar ambas as famílias e por isso acabamos ficando sem nos ver… até hoje.

Eu, sozinho em casa e brocado de fome, resolvo descer na feira para comprar algo para comer. Do jeito que eu estava em casa, eu fui: mais mulambo impossível. Ao chegar lá, vejo o cara super bem arrumado, parecendo que ia pra uma festa e talz. Ele tava do lado da mãe, fazendo as compras da semana na feira. Como eu tenho certeza que a mãe dele iria me reconhecer na hora e eu teria que passar na frente deles, já resolvi cumprimentar logo. Dei um olá qualquer e eles puxaram papo.

Falei que já tava quase acabando a faculdade, trampando e pensando em vazar pra SP/BSB em 2011. A mãe dele soltou um “NOSSA, QUE BOM, GRAÇAS A DEUS HEIN?” que nem fiz questão de demonstrar descontentamento. Aí eu viro direto pra ele e pergunto:

“E você pessoa, como tá? Acabou a facul já? Trampando?”

A resposta colocou um sorriso invisível na minha cara. That mah boys, made my day. Ele comenta que a vida ia ruim, ele  desempregado faz uns 2 meses e a mulher dele tava grávida. E como a vida tava difícil, ele nunca começou a fazer uma facul.

Chamei pra um pastel, ele não quis. Nessa brincadeira chega a mulher do cara, com barrigão bem visível já. De brinde, traz também uma menininha que já tava andando e… “PAPAI, PAPAI”.

Ele pede um tempinho e começa a conversar com ela enquanto eu vou pegando minhas coisas. Quando acabo de pegar meus negócios, olho e vejo o cara contando moedinha. Conversamos mais um pouco e me despedi de todo mundo, prometendo dar uma olhada para ver se tinha algo para ele lá no trampo.

Isso acabou com toda a inveja que eu guardei nesses últimos 16-17 anos. É até difícil eu falar o quanto me senti feliz com a conversa. Sei que tenho muita coisa para realizar e muitas metas em mente para me sentir satisfeito. Mas pelo menos uma delas eu já consegui.

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Quando a internet protege você de você mesmo.

Para minhas compras internacionais, eu uso um cartão pré-pago devido ao Itaú não me liberar um cartão de crédito decente (normal, se considerar que passei 1 ano e meio devendo lá).

Daí para pagar o que comprei na AmiAmi aproveitando a promoção de 15% off (essa Subaru), fui no shopping ontem botar carga no cartão. Chego na porta da loja que eu lembro que não levei o cartão.

Como não uso o cartão para fazer compras em lojas físicas (uso débito para isso), e o PayPal automaticamente lembra o número do cartão, eu nunca me preocupei em ficar carregando ele na carteira. Só que ontem eu precisei dele…

Daí eu fiz o mais lógico: vou logar no PayPal (óbvio que logado via TS num servidor BEM longe da lan house) e ver o número do cartão…

PayPal

Procurei na merda inteira e lugar nenhum lista número do meu cartão inteiro. Amazon? Esquece.

Claro que saí de lá do shopping puto, mas até entendo o motivo disso. Eu ter precisado subir o TS só pra logar no PayPal/Amazon estando no Brasil é um deles.

Anyway, voltei lá hoje e já fiz o pagamento pra AmiAmi. Fosse vocês eu corria. Preço recomendado pela GSC para ela é 9300 ienes. Paguei 6300 com frete incluso.

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Cansei.

Comecei a escrever uma merda de post para esse blog faz uma semana. Nele quero falar sobre duas das coisas mais interessantes que já aconteceram na minha vida.

7 dias. Tá certo que nesses dois últimos eu trabalhei o suficiente pra desejar a morte, mas mesmo assim são 7 fucking dias para escrever um texto de mais ou menos 6 parágrafos, que é a média de tamanho dos meus posts nesse blog. Se fosse uma redação de vestibular eu estaria MUITO bem ferrado numa hora dessas.

Comecei a ver que eu penso demais para escrever aqui. Fico horas e mais horas bolando um só parágrafo, tentando agradar não sei quem que possa ler esse blog. Passo muito tempo refinando posts para na semana seguinte achar que eles são uma porcaria (o que não dúvido muito).

Esses dias pra trás fiz um tumblelog e, sinceramente, amei o formato. É tão simples quanto o twitter (por falar nele), mas não tem o limite de 140 caracteres. Melhor que isso só bacon com Coca Cola. Adorei o formato e  vou transformar esse blog em um, só pela simplicidade de postar.

O legal é que coisas que eu postaria só no no twitter, vão vir pra cá. Fica mais fácil para achar depois, coisa que com twitter é literalmente impossível.

É isso, depois eu mexo aí no tema pra deixar um mais adequado. Por enquanto, fuck-se.

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Eu e fotografia

Esses dias eu “ganhei” da minha mãe um presente bem melhor do que os que eu mesmo compro para mim, uma Nikon D3000:

Nikon D3000

O mais legal: quem fez aniversário foi ELA. Talk about a great mom! Esse post vai ser NSFW, então tome cuidado.

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O Argumento Moleskine

Para quem não sabe, Moleskine é uma marca (que assim como BomBril, acabou virando o produto) de cadernos/agendas. Mas não são cadernos comuns. Usam papéis melhores, possuem páginas bem costuradas na capa e tem um design mais bacaninha que sua típica agenda do 1.99 da esquina (também pudera, no preço deles é o mínimo que eu espero). E para por aí, já que não tem muito o que melhorar num caderno mesmo.

Moleskine. E um iPod, já que hype nunca é o suficiente.

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Sobre minhas opiniões profissionais novamente

Esses dias eu cheguei em casa tive o desprazer de encontrar minha mãe na frente do computador. Apesar de eu achar legal ela ter voltado de viagem, não esperava encontrar ela logo no computador.

Enfim, ela estava procurando algum concurso interessante para fazer. Depois de terminar a faculdade, o que ela mais quer é arranjar um emprego público para ganhar mais do que ela ganha atualmente e poder se aposentar com aquele salário. Justifica-se.

O problema é que ela insiste em tentar me convencer que eu só vou conseguir dinheiro e ser alguém na vida se eu for um funcionário público também. Que funcionalismo público vai me dar uma estabilidade que não conseguirei em nenhum lugar no segmento privado. Que todo feriado o povo emenda. E os argumentos padrões de todo candidato à uma vaga no funcionalismo público.

Ao passo de que não discordo da minha mãe, desde o começo do ano passado (quando comecei a ir no psicólogo) eu NUNCA mais entrei em um site de concursos. Perdi o interesse totalmente, passando a dedicar todas as minhas forças para conseguir uma colocação melhor na área de TI de alguma empresa qualquer.

Novamente, eu sei reconhecer que EXISTEM boas vantagens no funcionalismo público. E não são poucas:

  • Três anos de período de experiência. Nesse tempo todo seu superior deve emitir relatórios mensais sobre sua performance no serviço. Se você fizer alguma merda nesse período, você provavelmente será exonerado sem mais conversa. Em empresa privada, esse tempo é de no MÁXIMO três MESES.
  • Depois deste período de experiência, é virtualmente impossível você ser exonerado por alguma coisa. A não ser que você passe a usar MUITO DESCARADAMENTE o emprego para benefício próprio ou faça algo que considerem bastante imoral.
  • Feriado na terça/quinta-feira? Vai emendar mesmo, sem chance.
  • Salário é bom, considerando que você não seja o “mais baixo na escala do trabalho”. Falo coisas minimamente decentes, como Agente de Polícia e Perito Criminal (os concursos que minha mãe quer que eu faça).
  • Depois de algum tempo e dependendo do seu cargo, você pode acabar usando um carro para trabalhar. Só que o que esse carro vai fazer depois das 18? Óbvio que é servir como SEU carro particular.
  • Você vai se aposentar com o mesmo salário que ganhava enquanto trabalhava.
  • O serviço vai ser bem menos puxado do que em qualquer empresa privada.

Veja, tudo isso faz brilhar os olhos de qualquer pessoa normal, mas não os meus. I mean, existem certas coisas a mais que eu procuro num serviço. Uma das coisas que mais me deixava puto quando eu estagiava na Polícia Civil é que não importa o quão bem eu fizesse meu serviço, eu não iria ser promovido ou elogiado. Nada.

No funcionalismo público também acontecem coisas do tipo:

  • A entrou no funcionalismo público ao mesmo tempo que B. Porém B, apesar de melhor colocado, não possuia compadres dentro do sistema. Por esse motivo foi lotado para trabalhar no interior, onde ele deveria assumir os gastos de deslocamento.
  • A trabalha junto de B e apesar de A passar o dia inteiro sem fazer nada, ele ganha EXATAMENTE o mesmo que B, que rala feito peão de obra.
  • Você possui 20 anos de funcionalismo público. Tirando os aumentos de inflação, exceto alguns raros casos, você ganha o mesmo que alguém que acabou de entrar no serviço. Não existe um reconhecimento pela sua experiência nem ao mesmo uma possiblidade de ascenção profissional (exceto nos cargos militares, que mesmo assim não é tão grande).

Mas na verdade mesmo, o que me motiva mais a não fazer um concurso é o mercado de trabalho. Só ele, simplesmente. Suponha assim: eu e você leitor trabalhamos numa empresa qualquer. Ambos temos chances de ser promovido para um cargo melhor, com várias regalias e tal. Mesmo que você seja meu melhor amigo, eu vou querer tomar a promoção de você. Nessas horas, vale tudo, até jogo sujo.

O funcionalismo público também meio que incentiva o relaxamento. Na minha área de atuação por exemplo, não basta você ser bom. Você tem que ser bom O TEMPO TODO. Se você domina uma tecnologia hoje, amanhã teremos o mercado saturado com pessoas que cobram a metade do seu preço fazendo o mesmo serviço. Isso obriga o cara a sempre tentar melhorar e adquirir novos conhecimentos. Essa questão de sempre estar sempre desafiando os próprios limites me interessa bastante.

Podem falar o que quiser, mas eu adoro esse lado competitivo de trabalhar em empresa privada (dito isso, eu AINDA não enfrentei concorrência séria, então fica mais na ideologia mesmo). Vocês sabem que quando eu resolvo fazer algo, não é para fazer “mais ou menos”.  Ou eu vou tentar fazer o meu melhor ou nem vou fazer at all.

Outra coisa que não me satisfaz no serviço público é que eu não sei e não quero trabalhar fora da área de TI. E geralmente a área de TI de orgão público (GERALMENTE) é suporte nível 1, aquela coisa bem básica, só para ir ajudando os usuários mesmo. Quando aparece pepino DE GENTE GRANDE, contatam uma terceirizada ou coisa do tipo. E bem, eu odeio suporte nível 1.

E cansei dessa shit, já tem 15 dias que isso tá de rascunho pra publicar e não sai. Vai assim mesmo.

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